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A vida na Terra

Domingo, 22.09.13

 

Poderão achar estranho escolher o dia das eleições alemãs para me despedir d' As Coisas Essenciais. Bem, as coisas essenciais permanecem connosco pela vida fora. Como aqui ao lado podem constatar, nas palavras-chave, dediquei aqui posts a: vida, afectos, amor, amizade, autonomia, liberdade, responsabilidade, verdade, blogosfera, cidadãos, música, cinema, ... 

 

As coisas eseenciais variam conforme a consciência de cada um, e a consciência de cada um depende da cultura e subculturas e das suas experiências, interacções, oportunidades.

Podemos, no entanto, encontrar coincidências na lista das coisas essenciais que são comuns à generalidade das pessoas: saúde, afectos, alegria, convívio social, integração social, segurança, etc.

 

A cultura dominante actual coloca algum ênfase nas coisas como objectos, exteriores à consciência - dinheiro e o que se pode obter -, ou na aprovação social - fama, sucesso, estatuto, poder. É o que vemos circular cada vez mais nos media actuais, apesar da evidência desta cultura estar em profunda contradição com as novas capacidades para enfrentar os desafios que nos esperam. Desenham-se novas culturas paralelas à cultura dominante, a nossa incrível capacidade de adaptação. Se tudo correr bem, os choques culturais que se avizinham serão amortecidos por esta adaptabilidade e criatividade da consciência.

 

Tudo isto para vos dizer, queridos Viajantes que por aqui têm passado, que este dia é um sinal de alarme para a Europa e para os países do sul. Sim, também falei aqui em sinais de alarme. A cultura metálica do pragmatismo dos negócios e das finanças está a sobrepor-se há muito na Europa a uma cultura de convívio saudável, de equilíbrio desejável entre os estados-membros. Vimos desrespeitar Tratados e Acordos, saltar Referendos, calar a voz dos cidadãos (há muitas formas de os calar, sabiam?, perguntem aos media, basta repetir o que lhes dão a mastigar e a ruminar todos os dias).

Qual a resposta mais saudável e eficaz a esta cultura bárbara do poder do mais forte sobre o mais fraco? Usar a consciência, os neurónios, o bom senso, na pequena margem de liberdade que ainda nos resta. Usar o talento natural de cada um numa tarefa comum. Comunidades que se expandem, que ultrapassam fronteiras, limites. Trocar informação útil para todos. Criar, construir, unir, animar e reanimar.

 

Continuarei a navegar no Rio sem Regresso, o meu primeiro espaço na blogosfera e de que nunca consegui afastar-me muito tempo. Nesse rio a vida é revelada através do cinema. Gostaria de agradecer ao Sapo por tê-lo acarinhado desde o início, e ao Pedro Correia, primeiro através d' A Melhor Década do Cinema no Corta-Fitas e depois no Delito de Opinião. Lembro aqui ainda João Carvalho, um dos mais amáveis bloggers que encontrei na blogosfera, a cultura da amabilidade.

 

Podem continuar a acompanhar-me no espaço iniciado recentemente, A Vida na Terra, onde procuro lembrar e celebrar o facto de habitarmos este maravilhoso planeta e a oportunidade de aprender a conhecê-lo melhor e às restantes criaturas e espécies. 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:29

O impacto do documentário: "Lisboa Domiciliária"

Quinta-feira, 16.09.10

 

O Sapo destacou um documentário sobre a velhice em Lisboa, Lisboa Domiciliária, que estreia hoje. Uma velhice solitária e confinada a uma casa, muitas vezes degradada. Em que o apoio domiciliário é talvez a única ligação com o mundo lá fora.

 

Nas minhas deambulações pelas ruas de Lisboa, em 99 e 2000, vi muitos rostos em janelas de prédios antigos. A cidade não é amiga da velhice, isso já me parecia evidente. A velhice quer convívio, companhia. Talvez como em nenhuma outra fase da vida, a não ser a infância, a velhice perde qualidade na solidão de uma casa vazia, onde as fotografias espalhadas pelos móveis não são suficientes para afastar a sensação de abandono.

 

Por isso, embora tantos de nós concordemos que é preferível manter uma pessoa no seu espaço, o lugar das suas memórias e rotinas, com apoio domiciliário, verificamos que isto é também um risco. E independentemente do risco, não é a situação ideal.

 

Visualizei aqui o que seria ideal para uma velhice com qualidade, dignidade e satisfação emocional e afectiva. Espaços adequados, e o ideal é que funcionassem essencialmente como aqueles clubes privados que vemos nos filmes ingleses e americanos - cá chamam-se centros de dia. Com pessoal treinado e com o perfil certo, para acolher e animar, desafiar para actividades estimulantes, e onde se organizassem festas, peças de teatro, viagens... Bem, já me entusiasmei...

 



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 12:42

Mais sobre: Esta comunidade blogosférica em expansão

Sábado, 23.01.10

  

Já aqui referi que é gratificante ler blogues na nossa língua original. E a comunidade de blogues em português ainda está em expansão.

Iniciei esta minha aventura no Sapo, que me acolheu sempre com amabilidade, assim como a tantos outros blogues que tem divulgado. Aqui referi alguns dos meus preferidos no Sapo. Hoje irei referir outros:

Alguns mostram-me a verdade original, outros a verdade através de um olhar sensível e poético.

Uns são luminosos, outros sombrios...

Uns falam-me da minha paixão mais evidente, o cinema-arte, a metáfora da vida, ou a possibilidade da vida-arte, da vida autêntica, sentida, plenamente vivida.

E restam os livros... que sempre mantive perto de mim, os livros. Alguns ainda encaixotados, de mudanças várias, que espero em breve voltar a folhear.

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 03:12

Esta comunidade blogosférica em expansão...

Quarta-feira, 20.01.10

 

Esta madrugada tinha preparado um post sobre a música no cinema quando fui surpreendida por esta amabilidade da Equipa do Sapo: colocaram Martin Scorsese, nos Globos de Ouro 2010, a navegar...

Desde o início que me senti acarinhada por esta equipa que tem divulgado os blogues mais diversos nesta grande comunidade. 

E todos sabemos como é gratificante comunicar na nossa própria língua com muitos outros bloggers, trocar ideias, participar, argumentar ou simplesmente, encontrar afinidades.

Já vos deve ter acontecido sorrir ao ver destacado um blogue vosso conhecido, ou ao descobrir mais uma surpresa blogosférica.

 

Há blogues que se transformaram numa casa acolhedora, com biblioteca e tudo, onde os amigos se encontram e trocam informações e ideias, de forma descontraída.

Noutros, encontramos livros e filmes que desconhecíamos...

E há blogues que são jardins... e outros, museus e galerias...

Há ainda os filosóficos, os das ciências sociais, os de economia, os políticos...

Uns sóbrios, outros, provocadores...

E há os poéticos, os que falam da vida, pensamentos e sentimentos, as nossas narrativas ocultas.

Ainda muito por descobrir nesta blogosfera em expansão...

 

Mas o melhor da blogosfera, a meu ver, e desta comunidade, é a possibilidade de sermos surpreendidos, desafiados, animados, inspirados.

À Equipa do Sapo, a minha gratidão por mais esta surpresa, e o desejo que continue o seu óptimo trabalho de informação e de divulgação de blogues, desta comunidade em expansão.

 

 

 

Leituras relacionadas: Um breve esboço sobre a blogosfera no Vozes Dissonantes. Aí vai: Quem tem medo da blogosfera? , Quem tem medo da blogosfera?(cont) e Quem tem medo da blogosfera?(conclusão?)

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 13:38








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